Desporto

Volta: Tavira-Crédito Agrícola acredita no “top 5” com Afonso Silva

Foto - Clube de Ciclismo de Tavira (Facebook)
Foto - Clube de Ciclismo de Tavira (Facebook)  
A Tavira-Crédito Agrícola espera garantir um lugar nos cinco primeiros da classificação geral individual da 87.ª Volta a Portugal em bicicleta ou, pelo menos, o “top 10”, com Afonso Silva a afirmar-se como o corredor mais cotado.

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Após a formação algarvia ter garantido o quarto lugar na edição de 2025, pelo colombiano Jesús David Peña, agora na Efapel, o diretor desportivo, Vidal Fitas, realça que o vice-campeão nacional de estrada é o ciclista com “mais potencialidade para a classificação geral”, embora também se possa incluir Diogo Barbosa “no grupo restrito de atletas que pode lutar por uma das posições cimeiras”.

“É nosso objetivo lutar por um lugar no 'top 10', eventualmente no 'top 5'. Mais do que isso, não quer dizer que seja impossível, mas estamos a falar de ciclistas que ainda não terminaram nenhuma Volta a Portugal no 'top 10'. Estar a querer dar dois passos de cada vez é prematuro. Para já, o 'top 10' ou o 'top 5' são objetivos realistas”, vinca o responsável, em declarações à Lusa.

Vidal Fitas salienta ainda que a Tavira-Crédito Agrícola vai tentar lutar por vitórias em etapas nos primeiros dias, a sul do país, através de “ciclistas rápidos” como Miguel Salgueiro ou Francisco Campos, numa corrida em que as equipas favoritas à vitória final são a Anicolor-Campicarn, que conta com o vencedor de 2024 e de 2025, o russo Artem Nych, e a Efapel.

“Não sabendo quais são os ciclistas estrangeiros, essas duas, à partida, são aquelas em que recai o favoritismo: a Anicolor, porque teve o vencedor das duas últimas voltas, e a Efapel, que é aquela que tem o conjunto mais forte para este tipo de corrida”, projeta.

Embora os “pontos importantes” do percurso de 1.430 quilómetros, entre Lisboa e Porto, de 05 e 16 de agosto, sejam os mesmos de edições anteriores e se espere que a Volta se decida “nos últimos três dias”, o responsável pelo conjunto algarvio admite que a opção pelo contrarrelógio a meio da corrida e a dupla subida à Senhora da Graça, no penúltimo dia, podem mudar a prova.

“Depois do contrarrelógio, há muitas etapas que podem transformar a classificação geral. Há espaço suficiente para a corrida sofrer alterações. Até ao dia de descanso, a corrida é uma. Depois do dia de descanso, a corrida será outra, dependendo de quem tenha a camisola amarela e da capacidade da equipa que estiver de ‘amarelo’ controlar a corrida”, considera.

A propósito da mudança na organização da corrida, Vidal Fitas realça que a anterior responsável, a Podium Events, “sempre organizou boas corridas” e que a Volta a Portugal “nunca foi uma má corrida”, embora tenha perdido mediatismo nos últimos anos, algo que, a seu ver, é preciso recuperar.

“Que a Volta precisava de fazer alguma coisa para ganhar novamente o protagonismo que se estava, pouco a pouco, a perder, é um facto. Isso só acontece se os intervenientes trouxerem público à estrada e audiências. Só isso é que faz com que a corrida cresça. Em termos organizativos, se conseguirem melhorar ótimo, mas a Volta sempre teve um bom nível de organização”, diz, a propósito da competição agora organizada pela empresa espanhola Emesportes.

Tavira-Crédito Agrícola: Afonso Silva (Por), Francisco Campos (Por), Diogo Barbosa (Por), Miguel Salgueiro (Por), Noah Campos (Por), Ailetz Lasa (Esp) e Guilherme Mestre (Por).

Diretor desportivo: Vidal Fitas.