Apesar de não ter a maioria no executivo, o Partido Socialista conseguiu viabilizar o documento com o apoio dividido dos vereadores do Chega. João Graça votou contra, Pedro Xavier optou pela abstenção e Ester Coelho votou favoravelmente, permitindo assim a aprovação do orçamento.
De acordo com informações avançadas pela SIC, a decisão provocou uma reação interna no partido, com 19 eleitos locais a prepararem uma demissão em bloco dos órgãos autárquicos em Portimão. Estes autarcas manifestam descontentamento com aquilo que consideram ser a falta de resposta da direção nacional face à atuação dos vereadores.
A mesma fonte adianta que, numa carta enviada à Comissão Autárquica Nacional, a estrutura local expressa “desilusão” com a direção do partido e indica que os 19 autarcas formalizaram a intenção de renunciar aos seus mandatos.
No documento emitido à Direção Nacional e à Comissão Autárquica, deram 15 dias ao partido para tomar "uma posição política clara sobre os vereadores em causa", tendo o prazo terminado no domingo, dia 15, e sem resposta.
Na notícia publicada, lê-se que a SIC teve acesso às diretrizes enviadas a todos os eleitos do Chega, cuja orientação política é para "votar contra orçamentos do PS e PCP por oposição ideológica clara". As exceções têm de ser fundamentadas e aprovadas pela Comissão Autárquica Nacional.
Em declarações à estação de televisão, Ester Coelho justificou o seu voto com base na análise detalhada dos documentos apresentados, destacando "a qualidade técnica e o planeamento estratégico do orçamento". A autarca afirmou ainda que comunicou previamente a sua posição à Comissão Autárquica Nacional, assegurando estar tranquila quanto à decisão tomada.
Também Pedro Xavier garantiu ter seguido o mesmo procedimento.
A situação deverá conhecer novos desenvolvimentos nos próximos dias, estando agendada para quinta-feira uma reunião da concelhia de Portimão.