Numa nota enviada ao Algarve Primeiro, o Zoomarine adianta que foi o único parque português a integrar a iniciativa. O projeto recorreu a câmaras e sistemas de gravação para acompanhar diferentes espécies antes, durante e após o eclipse.
Os primeiros registos recolhidos pela AIZA demonstram que não existiu uma resposta homogénea ao eclipse. Enquanto várias espécies mantiveram os seus comportamentos habituais, noutras foram observadas alterações pontuais nos níveis de atividade, estados de alerta, comportamentos exploratórios, agrupamento ou rotinas normalmente associadas a outros momentos do ciclo diário.
No Zoomarine, onde o eclipse foi parcial, não foram registadas alterações comportamentais significativas na maioria dos animais observados.
Os leões-marinhos permaneceram a dormir e as aves mantiveram uma atividade comparável à observada nos dias anteriores. Entre os registos efetuados, destacou-se o comportamento das borboletas, cuja atividade foi diminuindo gradualmente, permanecendo imóveis nas folhas durante o período do eclipse.
De forma geral, aproximadamente 50% das espécies observadas nos centros participantes apresentaram alterações ou respostas pontuais coincidentes com a diminuição da luminosidade. Nas restantes não foram registadas modificações significativas relativamente ao seu comportamento habitual.
Está prevista a continuação deste trabalho durante o eclipse total de 2 de agosto de 2027 e o eclipse anular de 26 de janeiro de 2028.
Para além do Zoomarine, participaram nesta iniciativa o Zoo de Santillana del Mar, Parque de la Naturaleza de Cabárceno, Lacuniacha, Río Safari Elche, Oceanogràfic de Valencia, Terra Natura Benidorm, Bioparc Fuengirola, Sendaviva, Tierra Rapaz, Faunia, Zoo Aquarium de Madrid e Acuario de Zaragoza.