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Pode-se tratar a depressão sem recurso a medicamentos?
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Nunca é demais recordar o que é a depressão e que o médico psiquiatra é o profissional de saúde responsável pelo melhor encaminhamento em termos de problemas mentais.
 
Depois, é de anotar que, os sintomas nucleares da depressão são a tristeza e a anedonia que consiste numa dificuldade grave em experimentar o prazer, sendo que, um destes sintomas ou ambos, têm de estar presentes para a confirmação do diagnóstico.
 
Em caso de depressão, a pessoa sente-se com uma perda significativa de interesse em se envolver em atividades anteriormente gratificantes ou significativas. Para além dos pensamentos acerca da sua própria morte, a pessoa apresenta sinais de fadiga que duram a maior parte do dia e que interagem com as emoções difíceis que caracterizam essa alteração psicopatológica do humor.
 
Em alguns casos, as pessoas começam a notar alterações nos processos executivos, como a atenção ou a concentração, todas dependentes da atividade do córtex pré-frontal, que acaba por se manifestar em dificuldades para realizar algumas tarefas.
 
Ao mesmo tempo, registam-se os pensamentos obsessivos percebidos como intrusos e com conteúdo consistente com o humor (culpa, fracasso ou pessimismo sobre o futuro), bem como podem ocorrer alterações importantes nos hábitos necessários para o cuidado do corpo, como a dieta (que pode levar a ganho ou perda de peso) ou o sono (devido ao excesso ou ao déficit). No que se refere ao nível psicomotor, ocasionalmente ocorrem algumas alterações adicionais, percebidas como desaceleração ou aceleração do movimento e / ou pensamento, que podem ter eco na maneira como o sujeito interage com os outros.
 
Para que ocorra o diagnóstico de depressão, estes episódios devem prolongar-se durante duas semanas ou mais e intervir na qualidade de vida do indivíduo. A partir desta descrição, o médico estará em condições de confirmar se se trata de uma depressão ou se, por ventura se pode tratar de alguma doença mental com outros sintomas associados.
 
Reunidos os dados, o médico psiquiatra vai decidir se a pessoa precisa de medicação ou se pode ser tratada com sessões orientadas de psicoterapia, uma vez que, estas são as duas grandes ferramentas que existem ao dispor no que se refere ao tratamento da depressão. A eficácia de ambos foi estudada profusamente na literatura científica sobre o assunto, sendo que, os estudos comparativos que foram realizados demonstraram que, existem benefícios em utilizar a medicação associada à psicoterapia, no entanto, quando o psiquiatra opta somente pela psicoterapia, é porque se trata de uma depressão leve ou moderada que, tendo em conta as devidas observações, pode ser ultrapassada apenas com esse recurso.
 
Os estudos mais recentes sobre o assunto, incluindo a metanálise abrangente do Instituto Nacional de Excelência em Saúde e Cuidados (NICE, 2017), indicam que o efeito dos antidepressivos é um pouco maior que o do placebo; que é uma das medidas mais frequentes para determinar a qualidade terapêutica de um composto químico. No entanto, existem inúmeras críticas de diferentes autores quanto à interpretação desses resultados. Segundo os especialistas, isto quer dizer que, o uso de drogas psicotrópicas “deve ser escolhido para casos graves de depressão, o que permitiria um equilíbrio mais eficiente entre benefícios e danos que possam advir do seu uso”.
 
Neste contexto, “o uso de drogas psicotrópicas é uma opção que o paciente deve avaliar em conjunto com o médico, com base numa reflexão sobre a gravidade dos sintomas sofridos e os possíveis efeitos colaterais do composto”. No entanto, qualquer que seja a escolha, o tratamento psicológico deve estar presente, pelo menos como um tratamento combinado.
 
Os psicólogos alertam que, a psicoterapia “fornece uma série de ferramentas para a vida”, cujo objetivo é diverso (dependendo das necessidades detectadas): entender melhor a depressão e as suas causas, reestruturar pensamentos distorcidos que possam mediar as emoções mais difíceis, aprender estratégias de resolução de problemas, incorporar atividades agradáveis à vida quotidiana, promover o uso de recursos sociais, facilitar a expressão de desconforto e muito mais.
 
Em casos em que a psicoterapia é aplicada, a pessoa apresenta um conjunto de vantagens que se prendem com a redução da tendência de recaídas que é muito frequente neste tipo de patologia e que pode ser minimizada com uma aprendizagem sobre vários aspetos de si mesmo e da vida, aventam os especialistas.
 
Por fim, importa realçar que, a literatura científica encontrou evidências de uma série de hábitos que podem ser úteis para quem passa por um processo depressivo. A prática regular de exercício físico que ajuda a melhorar o estado geral da pessoa, tal como o voluntariado e a participação em atividades em que a pessoa se sinta confortável, pode, segundo os especialistas na matéria, ajudar a melhorar o humor, tal como viver num ambiente saudável, onde se sinta paz e amor podem ser um aspeto muito importante para a recuperação, a par da qualidade do sono.
 
Os entendidos reforçam que, um sono reparador é a base para a saúde mental em todas as fases e condições de vida. Dormir oito a nove horas por noite, permite acordar com mais energia, melhor humor e um melhor estado em geral.
 
Fátima Fernandes
 
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