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Qual é o valor das crenças na nossa vida?
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Em primeiro lugar, podemos afirmar que, as crenças são construções mentais que desenvolvemos com base na nossa experiência, para nos ajudar a compreender o mundo em que vivemos.
 
De um modo geral, as nossas crenças atuam como filtros, incidindo sobre aquilo que, para nós é importante, razão pela qual, o que fazemos é orientado pelo nosso sistema de crenças e de valores.
 
Sabendo que as nossas crenças influenciam as nossas ações, é essencial que tenhamos em mente a liberdade para as colocarmos em causa de vez em quando, uma vez que, nem sempre aquilo em que acreditamos nos conduz ao que pretendemos.
 
Não é por acaso que, ao longo das nossas vidas, experimentamos um conjunto de crenças que podem ser distintas umas das outras ou simplesmente alargar o leque de possibilidades da mesma linha inicial.
 
Isto revela bem que, apesar de termos crescido num ambiente católico, por exemplo, podemos colocar em causa a existência de Deus e seguir uma crença diferente. O mesmo se passa com as muitas teorias a que vamos tendo acesso e que, umas nos fazem mais sentido que outras. Também é comum que, num determinado momento de vida algo nos pareça dar a resposta de que precisamos e, noutro tenhamos necessidades distintas.
 
Não é de admirar que, uma pessoa crente o deixe de ser quando percebe que isso a pode estar a limitar para evoluir noutro sentido. O mesmo se passa com os partidos políticos e com as mais variadas crenças a que nos agarramos num determinado momento, mas que largamos noutro.
 
A evolução da nossa mente, requer mesmo isso, que sejamos capazes de alcançar diferentes conhecimentos em fases distintas de vida.
 
Sendo o nosso principal objetivo sobreviver e lutar contra os nossos problemas para os poder resolver, é natural que, em cada etapa de vida nos agarremos ao que parece ter a resposta, mesmo que seja temporária, para o nosso problema.
 
Faz parte da natureza humana e, o essencial disto tudo é mesmo que saibamos analisar quando é que uma determinada crença nos pode estar a ser prejudicial. Por exemplo, quando nos agarramos tanto a uma ideologia que perdemos algo importante na nossa vida, vale a pena reformular.
 
Uma crença que nos impeça de tratar da nossa saúde, não pode ser arrastada durante muito tempo, tal como algo que nos impeça de sermos felizes.
 
É esse sentido crítico que devemos ter para podermos abandonar essa crença antes que nos seja prejudicial e não nos importarmos com o ditado “Só te lembras de Santa Bárbara quando faz trovões”. É verdade que só nos lembramos das crenças quando delas precisamos e, ainda bem, pois usamo-las em nosso proveito. Seria muito mais perigoso que deixássemos de viver em prol das crenças que fomos aprendendo e que, na sua maioria, apenas suportam os momentos de fragilidade pelos quais passamos.
 
Precisamos de nos agarrar a algo quando não encontramos respostas de outra forma, mas cada vez mais, devemos ser capazes de agarrar a ciência e as explicações comprovados dos cientistas, já que isso nos ajuda e muito a prevenir e a explicar muitos fenómenos.
 
Se bem nos recordamos, a maior parte dos problemas do passado recente, era resolvida com base em fenómenos estranhos. Parecia tudo fruto do acaso e assustador. Hoje sabemos que, de um modo geral, existe uma explicação para quase tudo, mesmo que seja reformulada mais tarde e que se encontrem novos conteúdos. A ciência é feita disso mesmo: de curiosidade para colocar em causa e para construir novos conhecimentos.
 
Em vez de perdermos tempo e energia com crenças que não nos dão respostas concretas, mais vale orientar a nossa mente para crenças realistas e científicas, pois para além de nos desgastarmos menos, acabamos por encontrar sempre alguma resposta que nos conforte.
 
Nas crenças abstratas temos dois trabalhos, o de pedir ajuda e o de simular a possível resposta, tendo de procurar essa concretização em termos concretos. É caso para dizer que, em caso de saúde, vamos ao médico, ouvimos uma, duas ou três opiniões, em caso de tristeza, vamos ao psicólogo ou falamos com os nossos amigos e familiares, em caso de violência, pedimos apoio às autoridades em vez de ficarmos à espera que o agressor deixe de ser violento e daí por diante.
 
É importante ter em conta que, as crenças negativas nos prejudicam e tornam mais infelizes, podendo aparecer como:
 
Ambivalência, confusão e incerteza, sentimentos de insegurança, baixa estima e autocrítica, conflitos internos de valores, virtudes e prioridades, hábitos que são difíceis de alterar, crítica, instabilidade emocional quando se está a realizar uma tarefa e dificuldades de concentração, dor ou sensações corporais, infelicidade, perda de produtividade e falta de inspiração, desenvolver comportamentos obsessivos e ser incapaz de ver para além disso.
 
Em suma, “as crenças criam a nossa realidade”, mas poucas pessoas sabem como acabar definitivamente com as crenças limitantes e substituí-las por novas crenças construtivas, razão pela qual é importante ler mais e pedir ajuda quando não se consegue ultrapassar um problema sozinho.
 
As nossas crenças são tão poderosas que ajudam literalmente a criar a nossa realidade, por isso, devemos ser capazes de pensar, de analisar e de rever esses guiões de referência que, na maioria das vezes, não nos conduzem para o mais correto.
 
São cada vez mais as pessoas que afirmam acreditar em si mesmas e no que analisam no mundo à sua volta em tempo real. Quer isto dizer que, não se agarram a explicações para o que acontece porque, simplesmente analisam o que está ali à sua frente. E, pensando bem, talvez não precisemos de andar às voltas para explicar o que é elementar e simples, não será?!
 
Fátima Fernandes
 
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