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A família e a escola têm de trabalhar em conjunto
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A educação passa pela família e depois pela escola, razão pela qual devemos dar oportunidade a estas duas vertentes tão importantes para o desenvolvimento da criança de trabalharem em conjunto, de melhorarem estratégias, de encontrarem pontos de convergência e até de conflito.
 
É fundamental que os pais se interessem e participem, dentro do que lhes é pedido, no percurso escolar dos filhos, tal como é essencial que os docentes se interessem pelo meio familiar dos seus alunos e os ajudem nos principais problemas. A sociedade evoluiu muito e como tal, são muitas mais as dúvidas dos pais de hoje que se querem informados e mais disponíveis para ajudar os filhos. A escola pode ter esse papel fundamental de orientar quem mais precisa para os locais e instituições mais adequadas para cada caso.
 
Ao mesmo tempo, conhecendo a realidade familiar das crianças, os professores podem ferir melhor os seus métodos, sem esquecer que podem dar mais ênfase a pontos que essa família precisa de melhorar. Lembro-me por exemplo da saúde oral, em que a escola pode ter um papel decisivo nessa temática e encaminhar a família, mas podemos acrescentar muitas outras áreas, como a psicologia, o nutricionista e daí por diante. A escola é por norma, mais evoluída e mais capaz de fornecer esses conhecimentos que podem ser uma ajuda preciosa em muitas famílias.
 
O mesmo se passa com os valores, mesmo sabendo que essa é uma missão da família, cabe à escola manter e prosseguir os valores da sociedade e da cultura para que os mesmos não se percam e que possam servir de base para a continuidade da nossa sociedade. Cabe à escola exigir que essas regras e valores sejam cumpridos, independentemente do meio em que a criança está inserida.
 
O fundamental é que ambas as partes percebam que vão ter de trabalhar em conjunto e dar o seu melhor para que as crianças recebam uma educação mais adequada.
 
Nos últimos anos, as escolas têm chamado a si outras áreas essenciais para facilitar no processo de ensino e aprendizagem, razão pela qual, os pais só têm a ganhar com uma relação de proximidade com a escola. Pode mesmo dizer-se que a escola é capaz de ajudar toda a família quando o processo é articulado e bem-sucedido. Os pais precisam de compreender este papel e estar em linha com ele.
 
É sempre importante ter em conta que, é a educação que constrói e orienta a formação do caráter da criança, pelo que, esta deve ser desenvolvida de acordo com a realidade social em que a criança está inserida.
 
Segundo Szymanzki, “é na família que a criança encontra os primeiros “outros” e, por meio deles, aprende os modos de existir – o seu mundo adquire significado e ela começa a constituir-se como sujeito”.
 
O mesmo autor evidencia que, isso não quer dizer que a escola não possa ensinar valores morais e sociais, mas a escola além desses ensinamentos possui outras especificidades como sendo a obrigação de ensinar conteúdos específicos de áreas do saber, escolhidos como sendo fundamentais para a instrução de novas gerações. Neste sentido,  percebemos que as duas instituições possuem interesses comuns, mas cada uma com a sua forma de educar. Desta maneira a família passa a participar na escola de diferentes maneiras, sendo até muito subtil como diz Szymanzki.
 
“As famílias podem desenvolver práticas que venham a facilitar a aprendizagem na escolar (por exemplo: preparar para a alfabetização) e desenvolver hábitos coerentes com os exigidos pela escola (por exemplo: hábitos de conversação) ou não...”.
 
E é nesse sentido que a família passa a participar na escola, com pequenas intervenções no processo educacional da criança que gera grandes mudanças no seu comportamento e aprendizagem.           
 
Sendo assim, a escola necessita da presença dos pais para que possam identificar quais as dificuldades que a criança encontra dentro e fora do espaço escolar.
 
A família não deve apenas criticar a escola, nem responsabilizá-la pelo fracasso escolar dos seus filhos, deve sugerir propostas para complementar o ensino dos seus filhos, deve interessar-se pelos problemas que o seu filho possa encontrar nas disciplinas escolares e mostrar-se disponível para ajudar.
 
Maranhão enfatiza a importância da relação família-escola afirmando que: “o ideal é que pais, professores e comunidade estreitem os seus laços e tornem a educação um processo coletivo. Mas não cabe aos professores educar os pais. O seu alvo é o aluno, independentemente da história familiar que carrega e o influencia”.   Neste sentido, resume-se que, escola e família são essenciais no processo de desenvolvimento da criança, que ambas têm o seu papel distinto e complementar e que devem trabalhar em conjunto para que o processo decorra dentro da maior normalidade possível.
 
O professor pode dar dicas aos pais e estes podem apresentar as suas sugestões quando assim o entendam. Existe um espaço de atendimento aos pais que estes devem aproveitar para colocar os seus problemas e as suas dúvidas, mas é preciso que entendam essa importância, pois o pior que pode acontecer a uma criança é que a escola e os pais estejam “de costas voltadas”.
 
A criança aprende muito melhor quando sabe que os pais aprovam os métodos dos professores, quando se interessam pelos conteúdos, quando participam nas reuniões e nas festas. Os pais são o exemplo para os filhos e estes beneficiam e muito, quando a relação com a escola é positiva, consertada e harmoniosa, por isso, os pais têm de procurar entender o lado da escola. Todos já foram alunos, todos precisam de aprender mais e de evoluir e, este novo tempo, permite que tal aconteça com relativa facilidade, é só aproveitar e desenvolver.
 
Quando os pais são chamados a ajudar os filhos nos trabalhos de casa, é suposto que ensinem hábitos de estudo, a melhor postura a adotar e que aprendam a ser responsáveis em conjunto, logo, basta que cumpram essas funções.
 
Quando os pais são chamados à escola por causa de algo que os filhos fizeram de errado, é para que ajudem os mais novos a corrigirem esse comportamento para que tenham melhores resultados.
 
O professor cumpre a sua função quando está a chamar a atenção de pais e filhos para um problema. Não é de um conflito que se trata, mas sim da necessidade de resolver um problema real.
 
É importante que percebamos que o objetivo da escola é ensinar o mais possível as novas gerações para que tenhamos melhores homens e mulheres, para que tenhamos indivíduos inteligentes, maduros, responsáveis e trabalhadores como se pretende.
 
Fátima Fernandes
 
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