Sociedade

Autarquia de Loulé ambiciona plantar 400 mil árvores e criar parque para 600 bicicletas públicas

 
O Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, abriu esta sexta-feira as III Jornadas Municipais da Sustentabilidade e Ação Climática de Loulé, que decorreram no Cineteatro Louletano.

Trata-se de um evento anual que reúne especialistas em torno das ações desenvolvidas pela Câmara de Loulé, mas também dirigentes e técnicos da autarquia envolvidos no processo.
 
O membro do Governo aproveitou esta oportunidade para falar do compromisso político alcançado há cerca de duas semanas para que a Europa tivesse uma Lei do Clima, sendo o primeiro continente do mundo a assumir ser neutro em carbono em 2050. “A Europa está num muito bom caminho e isto aconteceu sob os auspícios e um grande empenhamento de todos nós durante a presidência portuguesa da União Europeia. Portugal mereceu estar na presidência do Conselho no dia em que esta lei foi aprovada porque foi também o primeiro país do mundo a assumir que, em 2050, será neutro em carbono. Portugal tem já um punhado bom de bons exemplos e Loulé é um deles”, disse.
 
 
O Ministro deixou clara a responsabilidade das autarquias na criação de políticas que respondam à problemática das alterações climática. “Só ganhamos este desafio se as autarquias tiverem o compromisso e o modelo que Loulé tem”, afirmou ainda.
 
Durante a sessão, Sérgio Barroso, do Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano, Lda, apresentou o Plano Municipal de Ação Climática do Município de Loulé, onde foram apresentadas algumas das medidas e ações prioritárias para responder aos fenómenos extremos expectáveis para os próximos anos, com períodos de seca frequentes, aumento da temperatura ou episódios extremos de precipitação que poderão levar a situações de cheias. 
 
Em nota emitida, o Município louletano sustenta que pretende transformar o concelho de Loulé, "num território mais resiliente às alterações climáticas".
 
No encerramento da sessão destas Jornadas, o autarca Vítor Aleixo manifestou a importância em envolver nas matérias da emergência climática, não só toda a estrutura orgânica municipal como a sociedade civil, as comunidades escolares ou os empresários, num total de mais de 60 entidades que participam no Conselho Local de acompanhamento à EMAAC. “Há um cerco que está a ser montado para despertar consciências no que diz respeito à política climática e às políticas de sustentabilidade”, disse.
 
Na conclusão dos trabalhos, o responsável municipal garantiu que estas jornadas são para continuar até porque o caminho que se quer trilhar passa por “adaptar a vidas das instituições e da nossa coletividade às exigências da mudança brusca do clima, que coloca em perigo a nossa vida neste mundo”.
 
Refira-se que, de entre os projetos da autarquia no que respeita às políticas ambientais destaca-se, a plantação de 400 mil árvores nos próximos 5 anos, a criação de um parque de 600 bicicletas públicas em Quarteira, Vilamoura, Loulé e Almancil e a criação de uma reserva natural local na zona da Almargem.