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Eritema multiforme

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14-08-2013 - 16:07
Descreve-se por eritema multiforme a reacção alérgica provocada por diversos factores, sendo de destacar alimentos ou medicamentos numa primeira análise.
Ao mesmo tempo, também se caracteriza como eritema multiforme a reacção alérgica provocada após o uso de amoxicilina em crianças com 2 anos de idade. 
 
De um modo geral, o eritema multiforme é uma reacção imunológica das mucosas e da pele, reacção essa que pode estar associada ao herpes ou a uma possível reacção a medicamentos e/ou alimentos. 
 
Descrição: 
 
Este problema pode surgir após a administração de determinados medicamentos ou substâncias podendo fazer desencadear sinais como febre, mal-estar, dor e fraqueza muscular e eventualmente vómitos. 
 
Seguidamente, o paciente passa a apresentar erupções nas mucosas e na pele, podendo apresentar também bolhas e ulcerações, isto porque as reacções podem variar de pessoa para pessoa e mediante a reacção alérgica. 
 
É também comum o envolvimento bucal, bem como uma erupção eritematosa vésiculo-bolhosa. 
 
A forma mais grave de eritema multiforme apresenta o envolvimento extenso da pele, olhos e genitais e, é conhecida como Síndrome de Stevens-Johnson que descreveremos abaixo. 
 
Síndrome de Stevens-Johnson consiste numa reacção alérgica grave que envolve erupção cutânea nas mucosas, podendo ocorrer nos olhos, nariz, uretra, vagina, trato gastrointestinal e trato respiratório, ocasionando processos de necrose, com causas muitas vezes desconhecidas. 
 
Causas: 
 
De um modo geral, as reacções alérgicas podem ser causadas por estímulos como drogas, infecções virais, entre outras, embora na maioria dos casos a etiologia específica não seja facilmente identificável. 
 
Os medicamentos mais suspeitos e que constam mais vezes na lista das reacções alérgicas são a penicilina, os antibióticos contendo sulfa, os barbitúricos, os anticonvulsivantes, os analgésicos, os anti inflamatórios não esteróides ou o alopurinol, motivo pelo qual o médico deve ser sempre informado dessas alterações, bem como a pessoa indicada para prescrever medicamentos. 
 
Pode também acontecer que estes medicamentos provoquem reacções alérgicas em casos de existência de outras patologias, pelo que tudo deve ser informado ao clínico para as evitar. 
 
Sintomas: 
 
De um modo geral e, tratando-se da forma mais grave da doença, podem surgir lesões cutâneas que são máculas eritematosas, bolhas sero-hemorrágicas, e púrpura. 
 
O início geralmente é abrupto, podendo ocorrer: febre, mal-estar, dores musculares e artralgia, à semelhança da forma mais simples do eritema multiforme. 
 
No entanto, a reacção alérgica mais grave pode envolver também várias áreas do corpo com erupções cutâneas e possibilidade de lesão da íris. 
 
É de anotar que, a reacção é facilmente observada nas mucosas bucais e conjuntivas, além de úlceras genitais. 
 
Progressão: 
 
A doença pode evoluir para um quadro toxémico com alterações do sistema gastrintestinal, sistema nervoso central, rins e coração com a presença de arritmias e pericardite. 
 
Grupos de risco: 
 
À semelhança da maioria das doenças, os idosos e as crianças são sempre os principais grupos de risco, pelo que pode haver um agravamento do prognóstico, sobretudo se existirem complicações associadas. Importa salientar que os pacientes devem ser atempadamente controlados para evitar consequências graves ou mesmo fatais. 
 
Diagnóstico: 
 
O primeiro ponto de partida para realizar o diagnóstico assenta na caracterização das erupções cutâneas, que surgem após 1 a 3 semanas da exposição ao estímulo. 
 
Como as reacções alérgicas podem ser confundidas com outras patologias, nomeadamente o sarampo, com o eritema multiforme, a varicela ou outro, é sempre necessário proceder a outro tipo de exames que possam esclarecer melhor o clínico e o paciente, pelo que se aplica o diagnóstico diferencial a partir do despiste de outras patologias. 
 
Tratamento: 
 
Inicialmente, o paciente ou cuidador, deve tentar averiguar qual o medicamento ou alimento responsável por essa reacção alérgica para que o suspenda imediatamente. 
 
Seguidamente, o doente deve ser hospitalizado e monitorizado de forma a que se perceba qual a melhor medicação a aplicar, uma vez que cada caso é singular e requer uma atenção especial. 
 
O doente deve ser tratado na unidade de queimados, com cuidados rigorosos para evitar infecções. É feita a reposição endovenosa dos líquidos e sais minerais perdidos devido à lesão. 
 
Nota:Entenda este artigo como meramente informativo e um ponto de partida para estar mais atento e eventuais reacções alérgicas que, acima de tudo, devem ser prevenidas, uma vez que a sua gravidade pode ser imprevisível e sem quaisquer perspectivas de cura.
 
 
 
 
 
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