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Gago Coutinho

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03-04-2017 - 23:17
A curiosidade em “conhecer” mais de perto a vida e obra de Gago Coutinho, prende-se com a valiosa homenagem que lhe foi prestada recentemente em S. Brás de Alportel, terra de onde é natural.
 
Com este mais recente monumento que ilustra uma parte do seu talento, coragem e importância na História Portuguesa, Gago Coutinho estará forçosamente associado à aeronáutica e à curiosidade pelos mais novos, em conhecer o seu percurso. 
 
Nascido a 17 de Fevereiro de 1869, Carlos Viegas Gago Coutinho, é natural de S. Brás de Alportel , muito embora tenha sido registado em Lisboa.
 
Oriundo de uma família humilde, mas sempre com uma ampla visão do mundo e do conhecimento, este algarvio notável, foi Oficial da Marinha de Guerra Portuguesa, para além de ter levado o nome de Portugal além fronteiras e por grandes motivos.
 
Faleceu a 18 de fevereiro de 1959 com noventa anos e um percurso que ainda hoje merece ser lembrado e valorizado, seja enquanto Geógrafo, Cartógrafo, Historiador ou Navegador.
 
A réplica do hidroavião hoje exibido ao público em S. Brás de Alportel, marca um facto histórico: o momento em que, juntamente com o aviador Sacadura Cabral, se tornou um pioneiro da aviação ao efetuar a primeira travessia aérea do Atlântico Sul. 
 
A viagem foi efetuada no hidroavião Lusitânia em 1922, cuja réplica se encontra na sua terra natal, um monumento da autoria do engenheiro Carlos Correia Oliveira.
 
As raízes de Gago Coutinho a S. Brás de Alportel ainda são fortes e testemunhadas pelos muitos familiares que permanecem nesta vila algarvia.
 
Filho de José Viegas Gago Coutinho e de sua mulher e prima em segundo grau Fortunata Maria Coutinho e, com uma ambição que o levou longe, Gago Coutinho não conseguiu frequentar o curso de Engenharia na Alemanha, como era seu desejo, mas aos 17 anos, ingressou na Marinha Portuguesa, tendo terminado o curso da Escola Naval em 1888.
 
São inúmeros os factos históricos que lhe estão associados, sendo de realçar a participação nas operações militares de Tungue em 1891 e em Timor em 1912.
 
A partir de 1918, distinguiu-se como cartógrafo e geodeta, aquando de sua primeira comissão em Timor. 
 
Até 1920 levantou e cartografou não apenas aquele território mas também o de Niassa (1900), Congo (1901), Zambézia (1904-1905), Barotze (1912-1914), São Tomé e Príncipe (1916), estabelecendo vértices geodésicos e determinando coordenadas em missões científicas onde conseguia precisões notáveis, devido ao seu rigor e dedicação à missão que lhe fora confiada.
 
De sublinhar que, Gago Coutinho também  respondeu pela delimitação definitiva da parte norte da fronteira entre Angola e Zaire e que, no decurso destes trabalhos, fez a pé a travessia de África.
 
Aquando desta travessia, conheceu  Sacadura Cabral que o incentivou a dedicar-se ao problema da navegação aérea, o que levou ao desenvolvimento do sextante de bolha artificial.
 
Este feito foi comercializado pela empresa alemã Plath com o nome "Sistema Gago Coutinho".
 
Ainda com Sacadura Cabral, Gago Coutinho inovou com  um "corretor de rumos" (o "plaqué de abatimento") para compensar o desvio causado pelo vento. 
 
Juntos, testaram essas ferramentas de navegação aérea e, deixaram mais um ato heróico: realizaram a travessia aérea Lisboa-Funchal em 1921.
 
A 11 de Março de 1919 foi feito Comendador da Ordem Militar de Avis, tendo sido elevado a Grande-Oficial da mesma Ordem a 19 de Outubro de 1920.
 
Em 1922, no contexto das comemorações do centenário da Independência do Brasil, Gago Coutinho e Sacadura Cabral  realizaram a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, sendo recebidos entusiasticamente em várias cidades do Brasil (Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife), bem como no regresso a Portugal. 
 
Este marco histórico foi amplamente difundido e deu lugar a um largo reconhecimento prestado a Gago Coutinho que passou a ser contra-almirante.
 
Na mesma ocasião foi condecorado com as mais altas distinções do Estado Português, tendo sido agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito a 21 de Abril de 1922 e com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada a 1 de Maio do mesmo ano, 35.º Sócio Honorário do Ginásio Clube Figueirense a 2 de Junho de 1922, e elevado a Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis a 18 de Outubro de 1926, além de ter recebido várias outras condecorações estrangeiras.
 
 Em 1939, retirou-se da vida militar, sem que tenha deixado de ser valorizado. Em 1943 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Império Colonial e em, 1947 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.
 
Em 1954 a TAP convidou-o para um voo experimental ao Rio de Janeiro em um DC-4, antecipando a futura linha regular que se estabeleceria em 1961.
 
No dia 31 de Março de 2017, foi a oportunidade de S. Brás de Alportel lhe prestar uma merecida homenagem. Num espaço todo ele adequado, entre a cultura, o desporto e a educação, “aterrou” a réplica do hidroavião que fez a travessia do Atlântico Sul desenvolvido pelo Engenheiro Carlos Correia Oliveira, um monumento cuja imagem e imponência, evidenciam a coragem e determinação deste São-Brasense.
 
 
Algarve Primeiro
 
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