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Está muito tempo ligado às redes sociais? Cuidado com os prejuízos para a sua vida
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A Psicóloga Thaiana Brotto não tem dúvidas de que, num tempo em que “muitas amizades são virtuais, as compras são feitas pela internet, os filmes são vistos individualmente, no computador pessoal e os jogos são realizados a longa distância”, as pessoas estão cada vez mais sozinhas e isoladas.
 
Este novo formato de vida tem feito decair a interação presencial, o contacto olho no olho e o desenvolvimento de emoções que são essenciais para o nosso equilíbrio e bem-estar. Muitas pessoas passam demasiado tempo ligadas aos seus smartphones e computadores e acabam por perder o interesse pelas atividades com os outros, adverte a mesma especialista.
 
Para  Thaiana Brotto, “as redes sociais estão a tornar-se um vício que abarca todas as idades, sendo mais prejudicial nos jovens que se encontram em fase de desenvolvimento e que se vêm limitados de emoções fundamentais para os seus relacionamentos com os outros”.
 
Ao mesmo tempo, o facto de as redes sociais exibirem uma falsa felicidade, dá lugar a que muitos jovens não saibam que isso não corresponde à verdade, pois todos temos tantos momentos de felicidade como de infelicidade, pelo que não podemos acreditar nas publicações que nos são fornecidas nas redes precisamente tentando causar esse efeito. É por essa razão que, as redes sociais estão associadas à depressão. É porque criam ilusões de uma realidade que não existe e, perante o confronto, muitas pessoas acabam por ficar frustradas, isoladas e deprimidas.
 
Na mesma sequência, o facto de apenas apreciarmos a “felicidade dos outros” ou aquela que nos é mostrada pelos outros, faz desencadear muitos sentimentos de inveja, raiva e mau-estar.
 
A mesma psicóloga comportamental recupera um estudo levado a cabo na Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, em que os investigadores analisaram o comportamento de 1,8 mil pessoas avaliando os seus acessos diários às redes sociais e o tempo que gastavam para essa tarefa.
 
Concluíram que os mais viciados têm quase o triplo de probabilidades de desenvolver depressão, uma vez que o abuso na interação virtual aumenta essa tendência.
 
O uso das redes sociais ainda é bastante recente e não existem estudos conclusivos sobre os efeitos que causam nas pessoas a longo prazo, no entanto, devemos estar alerta quando a pessoa se afasta de atividades em que se relacione pessoalmente com familiares e amigos para se dedicar ao computador ou ao telemóvel.
 
Por outro lado, existem pessoas que, por apresentarem um quadro de depressão, refugiam-se nas redes sociais para criar vínculos de amizade que não conseguem estabelecer fisicamente, esse é outro sinal de alerta e que deve envolver a ajuda de familiares e amigos.
 
Quando a pessoa já não consegue controlar o vício, deve procurar a ajuda de um psicólogo, no entanto, pode sempre experimentar por si mesma estes truques:
 
- Não leve o smartphone para a mesa enquanto está a fazer refeições. Opte por conversar com os seus familiares ou amigos.
-No final do dia, desligue os equipamentos para não ter “a tentação” de ir espreitar
- use as redes sociais para ver as mensagens, para fazer uma ou outra publicação e para se manter apenas informado. Faça uma visita geral e não pormenorizada
-Quando está na presença de outras pessoas, não se preocupe com as redes sociais
- Desligue-se ao fim de semana e procure fazer atividades em família mais diversificadas e alegres.
 
Comece com simples exigências para si mesmo. Dê pequenos passos até conseguir ir cada vez mais longe. Comece por retirar esse contacto às refeições, depois passe pelo final do dia e a seguir os fins de semana. Se não conseguir controlar o vício, peça ajuda.
 
Fátima Fernandes
 
 
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