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O misterioso poder dos amuletos
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Com maior ou menor consciência e crença na sua importância, os amuletos estão ligados à própria evolução do próprio Homem.
 
Há quem se faça transportar por um amuleto por ter ouvido falar acerca “dos seus poderes” através da experiência de outras pessoas, quem tenha lido acerca do assunto e reproduzido uma crença, ou simplesmente quem acredita num qualquer objeto, lhe atribui um significado e o entenda como um amuleto. Mas, seja qual for a opção, quem acredita sabe que um amuleto se reveste de magia, fé e superstição.
 
São muitas as formas de viver esta crença, muitas vezes pessoal e discreta, bem como diversos os utensílios utilizados para dar sentido a essa sorte que se pretende, pelo que não se pode afirmar que um talismã não produz o mesmo efeito em duas pessoas, já que o seu significado é muito pessoal e vai ao encontro da fé de cada indivíduo.
 
Ao longo da história são conhecidos diversos amuletos, sendo que há quem “ouse” acreditar naquele que mais vezes lhe tem dado provas da sua eficácia, por isso há quem compre amuletos, há quem os produza, há quem os encontre e guarde ou quem simplesmente os ignore.
 
A banda desenhada colocava o Tio Patinhas com a sua “Moedinha nº1” como símbolo de sorte para angariar mais dinheiro, enquanto que a Igreja cedeu a crença do crucifixo para apoiar quem mais precisa na saúde, na sorte e no amor. Os mais afastados desta crença, utilizam símbolos da natureza, ou mesmo pessoas como inspiração para obter mais sorte.
 
O célebre trevo de quatro folhas estava diretamente ligado ao dinheiro e ao emprego; à conquista de uma nova oportunidade ou de obter um lucro inesperado, enquanto que o elefante sempre esteve associado ao poder da natureza e de obter “boas energias”, razão pela qual era colocado em casa com o intutito de conferir boas vibrações no seio familiar.
 
O coelho, fosse uma cauda ou um dente que se guardava, já fez parte das crenças de muitas pessoas que não íam para grandes momentos sem esse apoio, tal como acontece com a ferradura do cavalo ou a cabeça de alhos embrulhada num pano branco para afugentar as más energias dos locais.
 
A maior parte das pessoas usava um amuleto escondido; para que ninguém pudesse prejudicar a sorte por ele produzida. Não se mostrava a ninguém para garantir que era algo muito pessoal e secreto, tal como a nota de um dólar que se guardava na carteira durante dez anos para atrair mais dinheiro, ou uma moeda antiga que todos desconheciam.
 
Os insensos eram tidos como espanta espíritos e serviam para “limpar” as más energias dos espaços e inclusive dos amuletos, mas não podemos descurar a crença nas pedras; fosse as associadas aos signos, aos nomes próprios ou simplesmente aquela pedra que se encontra num qualquer lugar e que parece purificar o seu portador.
 
Na realidade, o amuleto funciona como um escudo psicológico capaz de conferir segurança a quem nele acredita. Essa força interior que se liberta através da crença a um objeto, permite naturalmente evitar o medo de enfrentar algumas situações. Só por isso, o amuleto já dá sorte, pois afasta as energias negativas de forma agradável, enquanto que permite que o seu crente esteja mais confiante nas mais variadas situações. Para issso, é preciso que o amuleto tenha o significado pretendido, é a força que cada um lhe queira atribuir.
 
Ao acreditarmos que estamos protegidos por aquele objeto, todo o nosso organismo se organiza em torno da situação, permitindo que melhor se tire partido dela. “Se eu guardar uma pedra que me está associada à segurança, sempre que vou para uma ocasião delicada, vou sentir-me confortável”, é o que pensam os crentes e quem se faz transportar por um amuleto que, nesta linha, dá mesmo sorte, pois o sujeito prepara-se para receber o melhor de cada ocasião sem receio, sem fugas ou medos desnecessários.
 
Naturalmente que também é posssível reunir esta força sem qualquer amuleto, mas quem acredita, diz-se mais confiante e desprecoupado com o desenrolar das situações “porque se sente apoiado e sabe que tudo vai corrrer bem; que vai atrair boas energias”.
 
As pessoas que acreditam na entrada com “o pé direito” numa determinada situação ou lugar, também fazem relatos semelhantes, tal como a crença em torno dos números ímpares, do gato preto e daí por diante. Quer isto dizer que, podemos acreditar nas mais variadas simbologias, é preciso é que nos façam sentido e que nos ofereçam liberdade.
 
Diz quem acredita que, “quando algo não corre como o pretendido, é porque faltou mais um pouco de crença, pelo que na próxima vez, se farão outros rituais que possam dar mais força ao objeto”. Canaliza-se para o objeto, tal como se fazia em criança quando se transportava um carro ou uma boneca para as mais variadas situações e, o significado mantém-se; ganhar confiança e abstrair-se daquilo que o pode prejudicar.
 
Na mesmo contexto, há quem utilize fotografias, imagens de santos ou locais sagrados, objetos bíblicos, mas sempre com o mesmo intuito: que a vida corra pelo melhor numa determinada situação. E renova-se a crença, muitas vezes pela vida fora. É evidente que há quem banalize estas crenças, tal como há quem não lhes resista, mesmo depois de se ter desiludido. Adquire outro objeto e regressa à fase inicial, bem como há quem seja fiel a elementos da natureza ou outros e, vá rodando para experimentar qual lhe dá mais sorte.
 
A fé é pessoal, o amuleto também, mas as curiosidades em torno deste tema continuam a ser muitas, razão pela qual regressa às nossas atenções! Seja qual for o tamanho do amuleto, a forma e o material, o relevante é que lhe faça sentido e melhore a qualidade de vida, por isso, boa sorte!
 
Fátima Fernandes
 
 
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