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“Ser fixe” na adolescência é sinal de alerta para o futuro
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Existe uma tendência natural de muitos jovens quererem mostrar mais conhecimento e exibir uma aparência pouco coincidente com a sua idade, o que, em muitos grupos, ou mesmo na escola, é entendido como “ser fixe”, ou “muito à frente”.
 
Esta realidade que, é muitas vezes encarada como uma prova de supremacia face aos outros, uma manifestação natural de liderança ou de um comportamento “mais evoluído”, pode constituir um sinal de alerta, de acordo com a posição de muitos investigadores.
 
Os adolescentes que tentam parecer mais velhos do que são, e que por isso se tornam populares na escola, tendem a ter mais problemas ao chegar à idade adulta. As conclusões são de um grupo de investigadores em desenvolvimento infantil e juvenil da Universidade da Virgínia (EUA) e foram apresentadas num artigo na revista académica Child Development.
 
O estudo incluiu o acompanhamento de 184 estudantes durante dez anos e vem agora confirmar aquilo que muitos outros entendidos já consideravam um motivo de alarme, ou seja, “os adolescentes com aspeto e atitudes aparentemente mais desenvolvidas em relação à sua idade são altamente populares entre os seus pares aos 13 anos. Mas tornam-se progressivamente impopulares até aos 23 anos de idade, devido aos problemas pessoais e sociais que acabam por acumular.”
 
Nas mesmas conclusões lê-se que, “Ao longo do tempo, estes adolescentes necessitam de adotar comportamentos cada vez mais arriscados para parecerem ‘cool’”, refere o professor Joseph P. Allen em comunicado.
 
Para que se compreenda melhor a dimensão do problema, é de ter em conta que, os adolescentes populares correm maior risco de participarem em atividades criminais, sobretudo se começaram por cometer pequenos delitos para impressionar os amigos.
 
Ao mesmo tempo, tendem a ter maiores dificuldades em formar novas amizades à medida que passam os 20 anos. 
 
Os autores do estudo afirmam que, pelo facto de se associarem a colegas apenas pela aparência física, os adolescentes populares não se habituam a estabelecer relações mais profundas e duradouras, pelo que, esse vazio emocional crescente terá de ser compensado de alguma forma.
 
Quando se afirma que, “Ser fixe” na escola não augura um bom futuro, a intenção é mesmo desincentivar este tipo de comportamento que, mais cedo ou mais tarde, irá acarretar consequências para os jovens que não foram aconselhados na hora certa a não se preocuparem com esse tipo de comportamentos e, aos pais e educadores que, muitas vezes, à margem dessa realidade, acabam por “aplaudir” e até estimular esse sentido de liderança e de supremacia sem que consigam prever as consequências desse incentivo.
 
Muitos especialistas já há muito tempo que vinham reforçando a ideia de que “saltar etapas de desenvolvimento” é o mesmo que “ter de regredir mais cedo ou mais tarde”. Com as conclusões deste trabalho de investigação, não só se reafirma essa posição como se alerta para o problema da criminalidade e dos perigos a ela relacionados.
 
Fátima Fernandes
 
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