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Síndrome de Burnout

Síndrome de Burnout
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06-04-2018 - 11:22
Uma doença que está a afetar cada vez mais pessoas em todo o mundo e cujas consequências são desastrosas para a qualidade de vida.
 
A Síndrome de Burnout apresenta os seguintes sintomas que devem ser imediatamente relatados ao seu médico assistente ou psiquiatra:
 
Sentimento de vazio, isolamento e ideias de suicídio
 
Perda de memória
 
Agressividade
 
Medos e pensamentos negativos
 
Perda de energia e de interesse pela vida
 
Impulsividade
 
Comportamentos repetitivos
 
Tristeza ou euforia
 
Ataques de pânico
 
Dependência de substâncias
 
Discurso desorganizado e confusão mental
 
Ansiedade
 
Muita preocupação com pormenores
 
Comportamentos anti-sociais
 
Hipocondria (obsessão com doenças)
 
Hiperatividade/Défice de atenção e aprendizagem
 
Sentimentos de culpa
 
Baixa auto-estima
 
Problemas de sono
 
Ver ou ouvir coisas que não existem
 
Descuido da higiene pessoal
 
Perceção alterada da realidade
 
Sentir-se perseguido
 
Distúrbios alimentares (Anorexia/Bulimia) e alteração de peso
 
Dificuldade de concentração.
 
Estudos recentes indicam que cerca de 1/5 dos trabalhadores portugueses são afectados por burnout.
 
A síndrome de Burnout foi descrita pela primeira vez pelo psiquiatra e psicoterapeuta americano, Herbert Freudenberger, em 1974.  
 
Este especialista constatou que alguns dos seus colaboradores numa clínica para toxicodependentes apresentavam, após um ano de atividade, desmotivação, queixas somáticas (dores nas costas, problemas gastrointestinais, dores de cabeça…)., problemas de humor (irritabilidade, cólera, disforia…), que se mostravam intolerantes ao stress e eram incapazes de gerir novas situações.
 
Até ao momento, já são muitas as explicações e descrições para esta patologia que se resume a uma síndrome de exaustão emocional, que se manifesta através da despersonalização e perda de realização pessoal que ocorre essencialmente em profissionais de ajuda, mas que igualmente tem vindo a manifestar-se noutras profissões.
 
Atualmente, a generalidade dos autores considera o burnout como uma resposta complexa ao stress profissional prolongado ou crónico.
 
Muitas vezes confundida com a depressão, esta síndrome apresenta caraterísticas específicas que merecem ser realçadas, uma vez que, a burnout pode afetar indivíduos “normais”, no sentido de não terem uma depressão ou qualquer outra patologia prévia, mas pode ocorrer com uma depressão. 
 
Se a sintomatologia caraterística do síndrome depressivo – de que se destaca o humor triste, a lentificação psicomotora, a baixa da auto estima, a abulia, a apatia, a falta de prazer e/ou o desinteresse por atividades que eram agradáveis àquela pessoa, a falta de energia, o cansaço, a falta de apetite, etc. – ocorrer previamente a qualquer situação de burnout, é relativamente fácil efetuar o diagnóstico diferencial.
 
No diagnóstico diferencial é relevante entender que o burnout é causado por uma exaustão/stress profissional e, uma vez retirada da situação que lhe provoca essa exaustão/stress, a pessoa melhora significativamente e recupera. Mas o burnout pode ser acompanhado de uma depressão e, nesta circunstância, é muito provável que o sujeito continue a estar depressivo apesar de retirada da situação que lhe causava exaustão/stress profissional.
 
A melhoria do doente, neste caso, será tendencialmente mais demorada embora a retirada do doente da situação de exaustão/stress profissional também ajude a abreviar o tempo e a qualidade da recuperação.
 
As principais causas desta síndrome prendem-se com o estilo de vida e as exigências de uma sociedade em evolução, apesar de sempre existirem relatos de patologias semelhantes desde que a mente começou a despertar interesse para a ciência em geral.
 
A maior competitividade pela manutenção do posto de trabalho, o não cumprimento das regras impostas pela legislação – a não denúncia destas ocorrências contribui para a manutenção das mesmas –, a crise económica e as suas consequências são, entre outros, fatores que podem contribuir para uma maior probabilidade de os trabalhadores portugueses serem vítimas de burnout.
 
Serve este artigo como alerta para que se procure assistência médica em tempo útil, uma vez que, faz toda a diferença no decurso do tratamento e na brevidade com que se retoma a normalidade, mas é preciso ter em conta que, depois de uma crise de burnout, é fundamental institutir mudanças que assegurem uma melhor qualidade de vida e um estilo mais saudável para garantir uma nova etapa que se quer mais livre e feliz.
 
 
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