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Doença Bipolar

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15-05-2014 - 23:29
A Doença Bipolar é também conhecida por Doença Maníaco-Depressiva. Consiste numa doença psiquiátrica que se caracteriza pelas variações acentuadas de humor e que é acompanhada por crises depressivas e por manias.
 
O mesmo paciente pode apresentar estas duas variações da doença, muito embora a sua ocorrência e forma de expressão, possa variar em cada caso. 
 
As crises também são variáveis e podem ser: leves, moderadas ou severas. As variações no humor tendem a afectar as emoções, as sensações, as ideias, o comportamento e a própria autonomia do paciente, já que a personalidade fica igualmente perturbada. 
 
Sintomas: 
 
É nas situações de crise que se detectam os principais sintomas da doença. Nestas, percebe-se a incoerência do paciente, alterações significativas em relação ao seu estado habitual e uma enorme dificuldade em encontrar o equilíbrio anterior. 
 
No caso da Mania, os pacientes em crise, apresentam um estado de humor muito elevado em relação ao seu estado normal. Apresentam euforia e irritabilidade, após estados de alegria, sociabilidade e egocentrismo, a sua inteligência parece fora do comum e a auto-confiança é dominante. 
 
Contudo, em pouco tempo, este estado altera-se e dá lugar ao inverso: passando progressivamente para um estado extremo de aceleração psíquica, envolto em irritabilidade, exigência e de fácil zanga com os outros quando não acatam os seus desejos e vontades. 
 
As alterações emocionais súbitas e imprevisíveis, os pensamentos aceleram-se, a fala é muito rápida, com mudanças frequentes de assunto são outro sintoma a ter em conta tal como, a reacção excessiva a estímulos: a irritabilidade com pequenas coisas ou face a comentários banais, o aumento das despesas, das dívidas, da necessidade de comprar e de fazer ofertas exageradas, isto porque o seu estado de grandiosidade ganha expressão nesta fase. 
 
A energia excessiva dá lugar a uma diminuição no sono, a um aumento da necessidade sexual e de uma forma desadequada. 
 
Aumentam os consumos de substâncias, onde o álcool e as demais drogas podem ser uma realidade. O paciente apresenta delírios e uma ausência do mundo real. Por outro lado, a depressão, manifesta-se pelo oposto destes sintomas, já que faz com que o doente se sinta profundamente triste e desesperado. 
 
Pensa excessivamente nos seus fracassos e dá-lhes uma amplitude anormal, fica obcecado por pensamentos negativos e a ideia de suicídio pode ocorrer. 
 
Pode acontecer que a mesma crise se divida nestes dois momentos opostos de mania e de depressão. 
 
As crises: 
 
As crises variam de pessoa para pessoa e o seu tempo de duração igualmente depende das suas características e do estado em que se encontra a doença. Assim, há crises que perduram dias, meses ou semanas. 
 
Sendo que, com um tratamento adequado, em muitos casos, é possível prever as crises e reduzir-lhes o impacto. Há pacientes que apenas apresentam uma ou duas crises ao longo de toda a vida, sendo que medicadas, é muito mais fácil controlar e melhorar a autonomia e a qualidade de vida das pessoas. 
 
Causas: 
 
Esta doença ainda tem dados incompletos face à sua origem, contudo, acredita-se que as alterações biológicas e as causas genéticas possam estar na sua base. Muitas vezes não existe um tempo para o surgimento, já que a doença pode ocorrer antes ou depois da adolescência. 
Pode começar em qualquer altura, durante ou depois da adolescência e, segundo dados actuais, atinge cerca de 1% da população de ambos os géneros. 
Estima-se também que a doença pode estar associada ao stress e a alterações químicas excessivas ao nível do cérebro. 
 
Tratamento: 
 
Os tratamentos disponíveis assumem um papel de controlo da doença, sendo que a cura ainda não é uma realidade. Contudo, os fármacos assumem um papel decisivo neste equilíbrio a ponto de reduzirem substancialmente os seus efeitos. A procura de um psiquiatra e o acompanhamento psicológico são bons alicerces para este tratamento. 
 
A ter em conta: 
 
Os pacientes com doença Bipolar enquadram-se no grupo de pessoas com patologias crónicas e necessitam de ser compreendidos, acarinhados e, sobretudo que os que os rodeiam sejam capazes de não os martirizar após as crises. Esta condição é fundamental para a sua recuperação, já que é comum recordar as suas actuações nesses momentos. 
 
Perante essa recuperação de episódios negativos, aumentam as dificuldades de reposição de uma vida normal, já que o paciente sente vergonha dos actos cometidos e tem pouca coragem para se equilibrar, permanecendo num estado de isolamento duradouro. É importante compreender e ser capaz de seguir em frente, dando a crise como extinta e uma nova oportunidade ao doente de ser autónomo e de viver dentro da sua condição crónica. 
 
Esta estabilidade reduz também os efeitos negativos da crise, já que os dramas são superados. É necessário encarar a doença mental como qualquer outra e omitir o que se pensa acerca dela para ajudar o doente a manter a qualidade de vida, afinal ele não tem culpa de sofrer dessa patologia.
 
 
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